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Ile Dara Ase Ògún Funmilayo

Consultas para orientar seu caminho na tradição Ketu

Biografia do Babalorixá Leonardo de Ogun

Eu sou o Babalorisa Leonardo de Ogun. Nasci em São Paulo, em 1993, e cresci na Brasilândia, Zona Norte da cidade de São Paulo. Venho de uma família miscigenada, com raízes baianas, indígenas e europeias. Fui criado principalmente ao lado da minha mãe, Carmen, e da minha avó Dona Cida, devota de Nossa Senhora Aparecida, o grande amor da minha vida e uma das maiores referências de quem sou hoje.

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Minha história com o Candomblé

Minha história com o Candomblé começou ainda na infância. Meu pai, Alexandre, já frequentava o terreiro e, desde muito novo, eu o acompanhava. No dia 1º de setembro de 2012, fui iniciado para Ogun pelo Babalorisa Marcelo de Oxóssi, o mesmo sacerdote que havia iniciado meu pai dez anos antes.

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Desafios e aprendizados

Minha caminhada dentro do Candomblé teve muitos aprendizados, mas também momentos difíceis. Ainda muito jovem, vivi situações de controle, abuso de poder e uma forma de enxergar a hierarquia sempre acompanhada pelo medo. Durante muito tempo, acreditei que o Candomblé precisava ser assim. Com o passar dos anos, entendi que não. Também percebi que algumas coisas que aprendemos acabam ficando em nós. Até hoje procuro rever comportamentos e crenças para não repetir aquilo que um dia me fez mal. Para mim, ser sacerdote também é saber olhar para o que aprendemos, reconhecer o que precisa mudar e, ainda assim, respeitar aqueles que vieram antes de nós.

Novos caminhos

Depois de alguns anos na casa onde fui iniciado, entendi que era hora de encerrar aquele ciclo. Em 2015, comecei a frequentar o Ilê Bi Aro, do Babalorisa Radames de Osaguian, em Juquitiba. Radames é um velho amigo da minha família, me conhece desde que nasci e continua sendo, até hoje, um grande amigo e mentor espiritual. Foi no Ilê Bi Aro que cumpri minha obrigação de três anos e conheci de perto um Candomblé de roça, longe da cidade e cheio de aprendizados que jamais teria sem viver naquele espaço sagrado.

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Formação como sacerdote

Já em 2020, Ogun me levou até Mãe Gabriela de Yewa, Pai Cido de Osun e o Centro Cultural Eiyin Osun. Foi ali que encontrei um novo caminho para a minha vida religiosa, dei continuidade às minhas obrigações e à minha formação como sacerdote. É onde permaneço até hoje. Quando olho para trás, sou grato por cada lugar por onde passei e por tudo o que aprendi. Entendo que cada caminho teve seu propósito e sou feliz por todos eles terem me levado a Osun.

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Visão atual

Hoje, como Babalorisa, carrego comigo tudo o que vivi e aprendi, mas também a responsabilidade de construir o Candomblé em que acredito: com respeito à tradição, aos mais velhos e à nossa ancestralidade, sem deixar de pensar sobre como estamos transmitindo tudo isso para aqueles que virão depois de nós.

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